14 August 2014

bobine um.


Sem ser para um projecto em especifico, muitas vezes estou a filmar.
Por aqui. Por ali. Algures. Pela fotografia, pelo momento, pela cor, por algo que vejo e admiro através dos meus olhos... ou porque, simplesmente, me apetece.
Guardo todas estas imagens (não há disco que resista), e este ano resolvi dar-me ao trabalho de rever quase todas as que fui filmando durante o ano de 2013. Sei que muitas delas acabarão por ficar perdidas para sempre na minha gaveta, mas queria aproveitar algumas.
E assim, nasceu este "Bobine um."

A ideia das sete partes ou actos foi algo que aconteceu naturalmente tendo em conta o tipo de imagens que acabei por escolher: as mais cinematográficas.
São sete actos que revelam muito do meu 2013 e que ao mesmo tempo prestam homenagem à sétima arte e às sete notas musicais. Assim como a frase (uma das minhas preferidas sobre cinema e música) do senhor Ingmar Bergman:

"Film as dream, film as music. No form of art goes beyond ordinary consciousness as film does, straight to our emotions, deep into the twilight room of the soul."

A música ou banda sonora original revelou-se, como normalmente me acontece, enquanto via e reproduzia, uma e outra vez, a sequência completa. Este foi um trabalho de muitas e muitas horas com a guitarra nas mãos, onde os dedos e os ouvidos procuravam as notas que mais me faziam sentir aquilo que estava a ver.
Encontrada, criada, gravada e editada a música "perfeita" voltei ao trabalho de composição e edição da sequência final... de onde saiu isto:




Para o ano espero conseguir mostrar a bobine dois.




novos desafios de cara lavada.


Dizem que os blogs passaram de moda.
E quando é que moda passa de moda?
Pois este blog não vai passar de moda porque nunca esteve na moda. Mas sim, vai continuar. E como podem ver, de cara lavada.

E porque as "perspectivas irrequietas" vão ter, muito em breve, o seu próprio website, a nova cara deste blog acompanha este irrequieto projecto, de degrau em degrau, devagar, no seu próprio caminho.

Aquilo que espero, a partir de agora, escrever aqui será sempre o que não revelarei no website. Ou seja, tentarei contar um pouco mais sobre os detalhes e as curiosidades de cada projecto.



logo criado e desenhado por João Costa.
2014.


A próxima publicação faz parte deste arranque, para novos desafios.
Porque estamos sempre em constante aprendizagem.
Porque podemos sempre tentar fazer melhor.




21 January 2014

a cinemagraph [#03 - #04].



words & wine I.




words & wine II.


[at home, 2013.]
created by João Costa.



15 January 2014

parar de sussurrar.


Deixa de suspirar. Aprende a inspirar. E começa a fazer.
Porque tudo passa por uma, apenas uma, de duas opções:


ocupar o teu tempo a VIVER
ou
ocupar o teu tempo a SOBREVIVER









fail to see and not see what used to be
stand and still or became flowing water
lose the way and sense of it all
fall and lost or start the mutter stop

cause time will not stop
never ever stop

João Costa, 2010.

23 November 2013

until you break.

Um homem que vive numa grande cidade. Que luta todos os dias por entre esta incoerente sociedade. Ele caminha, dia após dia, à procura de algo intenso e verdadeiro. Como um pirata por entre baleias. Por entre um mar agitado. Onde apenas a força da imensidão desse mar pode sobreviver. Sente, pensa e escreve. Todos os dias. Numa repetição de pensamentos e ideias. Até encontrar. Até libertar a verdade dentro de si. A sua incessante procura. Até quebrar.




sobre a criação deste video: a Jigsaw - Until you break [official music video]

Desde logo, o objectivo a que me propus foi o de criar não só um vídeo sobre a música, a letra e os próprios 'a Jigsaw' como também uma perspectiva independente do conjunto destes três elementos. Pretendi construir uma sequência de imagens com vida própria, com a sua história, e que, ao mesmo tempo, pudesse ser interpretada das mais variadas formas sem nunca perder a verdadeira personalidade. E a ideia final surgiu naturalmente tendo em conta a minha visão pessoal da vida e da forma como a gosto de contar através de imagens, sons e palavras. Quero deixar um obrigado a todos os que estiveram comigo lado a lado na construção destes rápidos minutos. Foi uma pequena grande viagem, repleta de obstáculos que foram ultrapassados com grande prazer. E um grande obrigado aos 'a Jigsaw' pela oportunidade. Espero que este vídeo faça justiça à vossa música.
Um abraço a todos.
João Costa



making of  "until you break".
[Praia da lota, 2013.]
photo by Carina Silva.

07 October 2013

alongside.





alongside contemporary art I.[Barcelona, 2013.]
photo by joão costa.




alongside contemporary art II.[Barcelona, 2013.]
photo by joão costa.


23 August 2013

sons da rua empedrada #03.



Antes do quarto, vou à gaveta buscar um terceiro capitulo para este velho projecto. Que renasce envolvido por tudo aquilo que o que fez nascer...

Porque existem sons que não se ouvem apenas.

E após uma noite repleta de cantares. Ao despertar de um dia de sol de inverno. O Afonso deixa-se levar pelos seus. Pelos que cantavam. Todos lá em casa. Cantavam todos. Na sua casa. Nas suas origens. 





rever "sons da rua empedrada #01 e #02" aqui.

16 June 2013

the moment before. the moment after.






reflex in motion II.
[at home, 2013.]
photo by joão costa.


images that think.







reflex in motion.
[at home, 2013.]
photo by joão costa.



lived conversations locked by time.








decision points.
[somewhere moving on, 2013.]
photo by joão costa.




03 June 2013

at the beginning was.


at the beginnig was.
[at home, 2013.]

photo by joão costa.

30 April 2013

02 April 2013

a cinemagraph [#01].


waiting for spring.



[Madrid, 2013.]

created by joão costa.

18 January 2013

an island.


"O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre."
José Saramago





“The end of a journey is only the beginning of another one. We must see what was not seen, see again what was already seen, see in Spring what was seen in Summer, see in the day what was seen in the night, with sun where before was the rain falling, see the green harvest, the hanging fruit, the stone that changed place, the shadow that wasn’t here before. We must return to the steps taken, repeat it, and trace new paths beside them. We must start the journey. Always.”
José Saramago

09 August 2012

apenas movimento.

criar? fazer.
não é fácil partilhar certas "coisas" sem importância pois muitas vezes mexem com sentimentos. 'coisas' em forma de objectos, imagens, palavras, sons, etc...

arte?
não será "arte" algo tão simples como e apenas uma expressão de sentimentos? independentemente de se saber, ou não, a teoria/técnica criada ao longo dos tempos? será que, no fundo, não serão precisos apenas puros e verdadeiros sentimentos? não será nesse lugar que se encontra a verdadeira inspiração?

mas a partilha de sentimentos é complicada. sejam bons ou maus. e enfrenta-los ainda pior. e aceitá-los. e transformá-los em algo. num "todo". que quando partilhado deixa de nos pertencer.
complicado? sim. porque na sociedade em que vivemos cada vez é menos provável encontrar quem tenha coragem para enfrentar o seu interior, conhece-lo, aceitá-lo, mostra-lo de forma sincera e verdadeira.
e sim. por isso é tão difícil criar. não porque a "sociedade" é exigente. mas porque acima de tudo temos de o ser connosco próprios. temos de saber mover-nos interiormente. temos de saber pensar.

e porque tudo não passa de movimento. interior. exterior. uma e outra vez. é urgente não ter pressa e não perder tempo.

 

19 February 2012

projecto 'mu dança'.

do lado de fora ouvia ao longe mas cada vez mais perto melodias com sabor a tango. ritmos argentinos. parei. e ouvi a intensidade sentida diante daquela porta número dez. piazzollissimo.
ao subir aquelas escadas, por entre grãos de tinta e cheiro à passagem do tempo, entrava naquela casa. iluminado por luz que perdura dos anos vinte. a casa dos artistas. uma casa de artistas. onde pés deslizavam sobre a madeira velha. onde a música reflectia em espelhos infinitos. em sombras criadas por candelabros que um dia foram velas. e pincéis espalhados por pinturas inacabadas.



20 December 2011

01 September 2011

track 01. minuteness.

note: use headphones.



details to come between the toes.
so many why thing before.
before or later?
...
minuteness. 2011.

30 August 2011

track 00. mirror moments.

note: use headphones.




music. video. just the beginning of a sequence...


mirror moments. 2011.


“Sê dono apenas do que podes transportar contigo; conhece línguas, conhece países, conhece pessoas. Deixa que a tua memória seja o teu saco de viagem.”
Alexander Soljenitsyn


23 August 2011

entretanto.

entretantos. 2011.

details to come between the toes.
so many why thing before.
before or later?


29 May 2011

primero estaba la mar.


“Primero estaba la mar... todo estaba oscuro.
No había sol, ni luna, ni gente, ni plantas.
La mar estaba en todas partes.
La mar era la madre:
la mar no era gente, ni nadien, ni cosa alguna.
Ella era el espíritu de lo que iba a venir.
Ella era el pensamiento y la memoria.”

Pueblo Kogui, Colômbia.

after the mountains.

depois das montanhas. Tavira, 2008.

O problema das montanhas é que
só conseguimos ver o que está do outro lado quando lá chegamos.


27 April 2011

sol. la vida. las vidas.

sol, la vida, las vidas. Madrid, 2007.

“Um dos enganos da sociedade ocidental é que projectamos a felicidade para o momento seguinte.”
Alain de Botton

05 April 2011

memórias festivaleiras.

instant memory. Gaia, 2010.

Memórias. Dos dias e das noites. Dos lugares. De conversas que ficam. De pessoas que cruzam ruas e ruelas. A partilha e procura do simples pormenor. Ideias. Palavras reflectidas ao longo daquela margem onde o sol se escondeu todos os dias a dançar. Loucuras. Dos outros e as nossas. Viajar. Cantar. Rir. Ouvir. Caminhar. Atrás daquilo que se gosta. E recordar por muito, muito tempo.

15 March 2011

LIPSTICK band.

Músicos por paixão intensa e as notas pelas notas. Cada um com a sua própria influência, dos sons que ouvem, da vida para além do instrumento. Da voz. Muitos apelidam-nas 'bandas locais', outros 'bandas de covers'. Pouco interessa. A intensidade, a chama, dá pelo nome de música, e é neste lugar onde todos sonham, que nascem grande parte daqueles que todos temos como referência.

O bar recebe-os como animadores de uma noite, como gente da casa. Onde começaram. Onde continuam. Onde podem ensaiar a sério e descontrair a festejar. O ambiente que os rodeia é familiar. E cada objecto, cada simples pormenor é o reflexo daquilo que se passa naquele pequeno grande palco.


Em pleno Verão, com o sol a espreitar o entardecer, Tavira começa a preparar mais um concerto na Praça da República. Aqueles que mais tarde improvisarão para todos assistirem são os mesmos que, rodeados por olhares nativos ou de outros lugares, ensaiam o necessário para que as notas não se percam no vazio.
A noite chega e, no palco, todos sentem o prazer de pela primeira vez, terem a oportunidade de se fazerem ouvir no centro da cidade.

04 March 2011

sons da rua empedrada.

Existem sons que não se ouvem apenas. Alguém que canta e toca não o faz no vazio, e quem o ouve, fá-lo de forma diferente perante as imagens que rodeiam os seus sentidos.
Ruas empedradas reflectem o som de quem nelas passa, de quem nelas pára, vive, respira ou, simplesmente, do que nelas existe há muito tempo...

#01/#02. Tavira. Dezembro de 2009.

Tavira, 2009.

Em Dezembro, a cidade fica iluminada por pontos que brilham ao fundo. No antigo mercado, no coreto do jardim, em toda a margem até à Praça da República, por onde entramos para a ponte “romana” e descemos até ao conforto de um chá quente, numa noite que se esquece fria nas perspectivas que nos rodeiam. Com o olhar uns nos outros, nós e os que passam, ouvimos o tema “we gona make it” entoado ao redor de uma mesa instalada nesta rua empedrada.
Outros sons, a mesma guitarra, caminham pela margem do Rio Gilão até encontrarem a mesma ponte.
Em pano de fundo, o castelo medieval com lendas de mouras encantadas e cavaleiros espreita as notas que percorrem a margem e, durante muito tempo, recordará o tema "on the road again".


sons da rua empedrada #01



sons da rua empedrada #02


01 March 2011

it’s not enough to be a good filmmaker.



um blog sobre:
imagens que pensam.
o instante antes. o instante depois. movimento. perspectiva.
reflexo. cor. preto. branco. olhar. ver. imaginar.